


É com imenso prazer que o blog ThiagoPereiraFan.zip.net comemora mais um ano de aniversário do nosso ilustre nadador Thiago Pereira.

Sei que pode parecer clichê, mas realmente desejamos tudo o que há de melhor no mundo para esta pessoa que conquistou a confiança do povo brasileiro.
Thiago, que 2012 seja repleto de realizações na tua vida. Muita paz, saúde, $$, sucesso, conquistas, natação...
E levando em conta a passagem pelo México, fica o nosso iFeliz Cumpleaños! para ti neste dia 26.

Foto por: Ari Kaye


Thiago Pereira cai nas piscinas na manhã deste sábado, 17, para nadar a última prova do Brasileiro Seniore Open de Natação. O atleta disputa pelo Corinthians o revezamento 4x50m no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro.
Thiago nadou a classificatória dos 400m medley na tarde da sexta-feira, 16, e bateu o recorde de campeonato: 4m18s10. A antiga marca também dele era de 4m27s05. Segundo a assessoria, ele não vai nadar a final por ter sentido dores musculares durante a prova. O médico preferiu poupá-lo.
Pela manhã, o nadador conquistou o bronze nos 100m borboleta na competição. Com a vitória de hoje, Thiago conquistou a segunda medalha na competição.
Na quinta-feira (15), ele levou a prata nos 200m medley, com o tempo de 2m00s19. O atleta liderou a prova por boa parte do tempo, mas perdeu a primeira colocação nos últimos metros.
O Brasileiro Senior e Open de Natação é o último torneio do nadador na temporada 2011. Ele vai competir também pelos 400m medley e 100m costas. O atleta também estava escalado para competir nos 100m livre e nos200 m livre, mas um problema de índice impossibilitou a participação dele.
Fonte: Rio Sul Net



A aproximação, que já ficou clara durante os Jogos Pan-Americanos, agora se transformou em parceria. Depois de passar os últimos dois anos em Los Angeles, Thiago Pereira decidiu voltar a fazer sua preparação no Brasil, desta vez ao lado de Cesar Cielo.
A partir de agora o recordista de medalhas continentais irá treinar junto com Cesar Cielo em São Paulo, integrando o PRO 2016 (Projeto Rumo ao Ouro 2016), que também conta com Nicholas Santos e Leonardo de Deus e Henrique Barbosa. O técnico de ambos será Albertinho Silva, um dos principais do país na atualidade.
A mudança de Thiago está sendo feita aos poucos, com a ajuda da mãe, Rose. O nadador, inclusive, já vendeu o Porsche que possuía a um antigo companheiro de treino com o técnico Davi Salo, o tunisiano Oussama Mellouli, atual campeão olímpico dos 1500 m livre.
A ideia de Pereira ao se mudar para os Estados Unidos era entrar de vez na briga por medalhas nos torneios mais importantes do mundo nas provas medley, dominadas pelo fortíssimo trio formado pelos americanos Michael Phelps e Ryan Lochte, além do húngaro Laszlo Cseh). A meta, porém, não foi alcançada e o brasileiro não subiu ao pódio no Mundial de Xangai, realizado em julho.
Fonte: R7

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tt: Você acabou de voltar do Pan com 12 medalhas de ouro e tornou-se o brasileiro com maior número de medalhas de ouro em toda a história dos Jogos Pan-americanos. Primeiramente, parabéns. Conte pra gente qual a sensação de ser recordista nesse campeonato que é superimportante.
Thiago: Estou superfeliz, foram anos e anos pra ter conquistado um resultado expressivo como esse. Ter conquistado a marca é incrível e espero que no próximo Pan eu consiga superar a marca do Gustavo Borges, que tem 19 medalhas na competição.
tt: A que você atribui essas conquistas?
Thiago: Estava me preparando para o Pan desde o final Mundial de Shangai. Acredito que o resultado positivo foi fruto de um trabalho intenso, muito suor e dedicação.
tt: Algum dia você pensou que faria tanto sucesso assim?
Thiago: O sucesso é consequência de todo um trabalho e dedicação. Sempre me cobrei muito, assim procuro melhorar diariamente e isso me motiva a bater meta atrás de meta.
tt: Como é o clima entre a equipe da natação? Você se dá bem com o Cielo?
Thiago: É um clima bacana, todos estão bem à vontade e respeitam muito o trabalho do Albertinho (Alberto Silva, técnico da equipe). Gosto muito do Cielo, já representamos o Brasil várias vezes e ele sempre faz coisas boas para o País.
tt: Vocês têm tempo livre pra conhecer a cidade?
Thiago: Muito pouco, eu pelo menos procuro me manter concentrado ao máximo.
tt: O que mais você gosta de fazer além de nadar?
Thiago: Ficar com a família e a namorada. Também sou vidrado em jogos.
tt: Se não fosse nadador o que seria?
Thiago: Sinceramente, não sei, pois não consigo me ver longe da piscina.
tt: Tem algum ídolo?
Thiago: Rogério Romero e Gustavo Borges.
tt: Como está o assédio nas ruas?
Thiago: É um pouco grande, natural depois de uma competição como o Pan, mas agradeço a todos pelo carinho.
tt: Quais são as próximas metas depois do Pan?
Thiago: Pretendo manter o foco para que no ano que vem traga uma medalha olímpica para o Brasil nos 200 m ou 400 m Medley.
tt: Deixe um recadinho para as meninas do fã clube, foram elas que pediram muito uma entrevista com você!
Thiago: Quero agradecer a todos que me apoiaram neste ano e sempre. Espero que continuem torcendo e vibrando, pois vou procurar fazer o meu melhor para continuar representando bem o Brasil. Desejo a todos um feliz 2012, muita saúde e paz. Grande Beijo.

> Notícia: 25/11
Os principais nadadores brasileiros da atualidade, Cesar Cielo, Thiago Pereira, Poliana Okimoto, César Castro e Lara Teixeira, os medalhistas olímpicos Gustavo Borges e Fernando Scherer e as seleções brasileiras de esportes aquáticos vão prestigiar, neste sábado (26), em Brasília, a fase final do 20º Campeonato Nacional de Natação dos Correios. Os multicampeões disputarão, inclusive, uma prova de revezamento com os atletas dos Correios.
Os Correios são patrocinadores oficiais da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) desde 1990. Também patrocinam a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Os patrocínios são direcionados a treinamentos, participação dos atletas brasileiros em competições nacionais e internacionais e também à manutenção de projetos sociais e escolas que fomentam o desenvolvimento das modalidades, beneficiando 10 mil crianças e adolescentes em todo o Brasil.
Fonte: O Nortão

O atleta de Volta Redonda Thiago Pereira disputa o Prêmio SportLife de “atleta do ano” junto com outros atletas brasileiros de grande prestígio, como a saltadora Maurren Maggi e Fabiana Murer, e o nadador Cesar Cielo.
Marilson Gomes dos Santos e Fabiana Murer confirmaram presença na premiação que acontecerá no Museu de Arte Moderna (MAM), no dia 8 de novembro na terça-feira, a partir das 20h00.
Os esportista que se destacaram no Pan 2011 serão homenageados. Entre eles estão Reinaldo Colucci, do triatlo; Felipe França, da natação; Leandro Guilheiro, do judô; e Moniki Carla, da seleção feminina de handebol, já classificada para a Olimpíada 2012.
Haverá na cerimônia uma homenagem especial para ex-atletas que marcaram o esporte brasileiro, entre eles Maurício Lima e Marcelo Negrão, ex-jogadores da Seleção Brasileira de Vôlei.
Maior vencedor de ouros no Pan-Americano
O nadador de Volta Redonda Thiago Pereira é o novo recordista brasileiro em medalhas de ouro no Pan-Americano. O atleta encerrou sua participação em Guadalajara conquistando mais duas medalhas de ouro, Thiago conquistou seis medalhadas de ouro só em Guadalajara.
O atleta do Corinthians já havia conquistado outras seis medalhas de ouro no Pan-Americano do Rio em 2007, chegando a 12 medalhas, o esportista bateu o recorde Pan-Americano nos 200 metros costas com o tempo de 1min57s12.
Fonte: Jornal Folha do Interior

(continuação)
.L!NET: Sua especialidade sempre foi o medley. Mas em Guadalajara você obteve bons tempos, a nível mundial, nos 200m peito e nos 200m costas. Arriscaria uma mudança?
TP: Não sei, viu. De qualquer maneira, tenho de treinar os quatro estilos para o medley. Mas eu devo fazer um programa para maio, no Troféu Maria Lenk, e ali vai dar para decidir algumas coisas, a partir dos resultados. Mas, por enquanto, tenho como foco os 200m medley e os 400m medley.
L!NET: Você já foi campeão mundial em piscina curta, recordista mundial, quarto colocado em Olimpíada, rei da Copa do Mundo. Tem quase tudo na carreira menos uma medalha olímpica. Isso pressiona?
TP: Acho que é um sonho, e a pressão sempre existe. Estou há anos e anos, desde 2004, brigando entre os cinco melhores do mundo. Todos querem um lugar entre os três primeiros. Vou lutar, porque uma hora vou conseguir. Não possível (risos). Muita gente me pergunta se dei azar de nadar na mesma geração de três grandes nadadores (Lochte, Cseh e Phelps), mas não. Eu gosto dessa evolução no medley. Ajudei muito a virar uma prova mais nobre. Hoje em dia, a prova dos 200m medley é assistida no mundo inteiro.
L!NET: Você tem 18 medalhas em Pan. Você trocaria todas essas por uma medalha olímpica?
TP: Nossa, essa é difícil. Por uma medalha de ouro olímpico? Aí eu trocaria, fácil. Pode ficar com as 18 do Pan (risos). Mas é difícil falar, é mais fácil da boca para fora, porque tive momentos especiais no Pan. Em Santo Domingo-2003 ganhei duas medalhas, no Rio-2007 tinha aquela torcida maravilhosa. O Pan me reservou momentos especiais.
L!NET: Qual foi o momento mais especial em Pan?
TP: Não teve um. Cada prova, cada momento. Foram tantos bons momentos que eu prefiro guardar todos.
L!NET: Você ganhou US$ 100 mil em prêmio por ter sido o rei da Copa do Mundo-2010. O que fez?
TP: Ainda está guardado. Procuro agora um apartamento em São Paulo, mas o dinheiro está lá guardado.
L!NET: Onde você guarda suas 18 medalhas do Pan?
TP: Elas ficam em Volta Redonda, na casa da minha mãe. Ela guarda tudo lá.
L!NET: Quem é melhor? Ou então quem será o grande nome da Olimpíada de Londres: Michael Phelps ou Ryan Lochte?
TP: Ryan. O Phelps não está mais no topo. Acho que para tudo tem um limite. Ele já fez tudo o que tinha de fazer. Muitos o crucificam, mas ele tem 14 medalhas olímpicas. Ele não deve nem ter mais saco para treinar. Depois de oito medalhas de ouro de uma vez só? Nem eu teria. Phelps ainda tem alguns objetivos, como ser tricampeão olímpico, mas depois deve ser aposentar.
Fonte: Lancenet!

A história novamente se repetiu. Assim como no Rio de Janeiro, em 2007, Thiago Pereira deixou uma edição dos Jogos Pan-Americanos com a mala repleta de medalhas (em ambos os casos, foram oito pódios). Mas, pelo menos aparentemente, sem a sensação de satisfação plena.A preocupação se baseia exatamente no que ocorreu após o Pan de quatro atrás. Um ano depois, Thiago foi à China para os Jogos de Pequim com status de provável medalhista. E retornou de mãos abanando. É essa repetição que o fluminense pretende evitar.Para isso, apesar do sucesso alcançado no Pan, Thiago focou sua preparação do ano no Mundial de Natação em Xangai (CHN), no qual novamente não foi ao pódio. A decepção levou-o a entrar para o grupo de elite formado por Cesar Cielo e o técnico dele, Alberto Silva. Nesta entrevista exclusiva concedida ao Lancenet!, o brasileiro revela a ligação que o fracasso em Xangai teve com o acerto, e o que ele projeta para seu objetivo principal: os Jogos de Londres.
Confira os melhores trechos:
LANCENET!: Apesar da proximidade com o fim do Pan, o pensamento de todos é a Olimpíada de Londres. Quais são suas projeções?
Quando você nada uma prova tão bem quanto os 200m costas, chega a cogitar em incluí-la no programa dos Jogos?
Thiago Pereira: Foi difícil nadar o Pan dois meses depois do Mundial (de Xangai, em julho). Tivemos de esticar a preparação, equilibrar o treinamento. Acabou que deu tudo certo. Estava com um pouco de medo antes do Pan, e até brinquei com meu técnico, o Albertinho (Alberto Silva Pinto, que lidera o grupo PRO 16). Como seria fazer oito provas na altitude (em Guadalajara, é de 1.500m acima do nível do mar). Eu ainda tinha aquela visão do Pan do Rio, que foi uma maratona, com semifinal e final. Felizmente, no México não teve semifinal nas provas, mas teve a altitude. Fiquei surpreso com alguns resultados. A prova dos 200m costas, por ter sido o último dia de competição, depois de ter nadado a semana inteira, e venci com um bom tempo. Fazia quatro anos que não baixava da casa de 1m58 (Pereira fez 1m57s19 no México), e ter quase feito abaixo de 1m57 foi bom. Nas provas de medley eu tentei dosar ao máximo. Forcei e segurei quando precisei. Ali, a meta era conquistar o máximo de medalhas possível para o Brasil. O meu plano não era tempo, e sim as medalhas. Fiz uma competição bem inteligente, e agora o foco é Londres. É muito mais díficil do que foi no Pan, até porque tenho dois dos maiores nadadores do mundo em minha prova principal (os 200m medley): Ryan Lochte e Michael Phelps. Tenho corrido atrás de coisas que deixava de lado, como parte física e nutricional. Eu sempre dei mais valor à piscina, rodagem, treino, volume dentro da água. Agora, estou vendo mais o lado de fora.
L!NET: Em 2007 você teve um desempenho semelhante ao de Guadalajara. Mas, na Olimpíada de Pequim, a medalha não veio. Para isso não se repetir, o que você fará de diferente?
TP: Não tem muito o que mudar. De 2007 para 2008, foi muito diferente. Aquele Pan-Americano mudou minha vida inteira. Apesar de não ter medalhado em Pequim, os três que ficaram na minha frente (nos 200m medley: Michael Phelps, Lazslo Cseh e Ryan Lochte) eram os melhores da época. Se o Phelps não existisse, o Lazslo seria o grande nome daquela Olimpíada. Assim como o Ryan, que venceu o Aaron Peirsol nos 200m costas. Eu treino, batalho, mas também nado contra três nomes que estão na natação em alto nível há bastante tempo. Foi uma geração bem complicada no nado medley, basta ver o quanto os recordes das provas deste estilo caíram nos últimos anos. Antes de o Phelps estourar, o recorde mundial dos 200m medley era 1m58, e hoje está na casa de 1m54. Eu sei das minhas dificuldades, sei a melhor maneira de me preparar para o ano que vem, mas também sei que não vai ser fácil. Mas, como nada vem fácil, eu tento me desafiar ao máximo. Quero estar no pódio nadando contra eles. Se um não estiver presente na prova também não é o que quero.
L!NET: Se compararmos o Thiago que saiu do Pan-2007 para o Thiago que saiu do Pan-2011, qual é a diferença?
TP: O Pan do Rio foi uma grande mudança, por ser no Brasil. A mídia inteira estava presente, e eu não tinha noção da grandeza daquilo ali. Durante a competição, nós só ficávamos no trajeto vila-piscina, vila-piscina. Aí, depois que acabou, foi aquela surpresa, aquele baque. Eu era bem mais novo, tinha 21 anos. Deu uma assustadinha de leve. Ficava todo mundo atrás de mim para entrevistas e eventos, e isso acabou por tirar de mim tempo de treinar. Como eu viajava muito, sempre perdia treinos e não descansava direito. Era compromisso com patrocinador, gravação de vídeo, gravação disso, gravação daquilo. E realmente complicou um pouquinho, porque era ano olímpico. Mas acho que faz parte, um dia eu teria de passar por aquilo para aprender. Hoje, depois de Guadalajara, já está sendo mais fácil de lidar com a situação. Nem se compara como saí daquele Pan de como saí desse.
L!NET: Este momento pós-Pan está mais tranquilo do que 2007, então.
TP: Estou mais velho, né. Eu sei o que posso e o que não posso fazer. Há coisas das quais é preciso abrir mão. Por exemplo, se houver um evento longe, no Sul, não dá mais para agendar. Eu tenho prioridades hoje, que é treinar para a Olimpíada. Se eu fizer escolhas erradas, não vai dar certo, e nesse ponto atualmente sei dosar bem
.L!NET: Depois de Pequim, você saiu frustrado e nisso veio o Cesar Cielo explodiu. Como foi sair da paparicação do Rio-2007 e virar coadjuvante depois?
TP: Não tenho nem o que dizer do Cielo. Foram duas medalhas, e depois daquilo a natação do Brasil só teve ganho. É isso que temos de pensar: não adianta ter apenas um nadador. Quanto mais destaques de ponta nós tivermos, melhor em termos de investimento, estrutura. E hoje a Seleção Brasileira de natação é muito forte. Há uma nova geração a caminho. Eu e o Cielo estamos com uma idade jovem ainda, mas já vemos uma safra boa vindo. Nós dois comandamos essa geração, e temos apenas 24 e 25 anos. Esse é o objetivo. Eu entrei na Seleção adulta e peguei o Gustavo (Borges) e o Xuxa (Fernando Scherer) nos últimos dois anos de carreira, e depois eles já pararam. Agora, para a molecada, estar nadando conosco é importante. Na Seleção do Pan tinha gente que eu nem conhecia. Nossa natação só tem a ganhar com isso
.L!NET: Como você havia ido treinar nos Estados Unidos e feito boas competições antes, havia grande expectativa quanto a você para o Mundial de Xangai. Mas você foi apenas o sétimo nos 200m medley. O que deu errado?
TP: É difícil falar o que deu errado. Não sou de culpar treinador. Se não deu certo, o motivo fui eu. As duas últimas semanas de preparação, que eram cruciais, foram bem complicadas. Por exemplo, eu estava na China e meu técnico (nos Estados Unidos, Dave Salo) estava no Japão. Foi complicado. Tive de fazer meu polimento inteiro via e-mail. Não é a mesma coisa. Não ter a presença do técnico na borda da piscina faz falta. Isso atrapalhou um pouco. Mas, em termos gerais, não foi nem tanto isso. Nem todos da minha faculdade nadaram bem. Pode ter havido um erro técnico. O Oussama (Mellouli, campeão olímpico dos 1.500m livre em Pequim) havia sido campeão dos 1.500m em Roma-2009 e desta vez nem se classificou para a final. Isso me deixou até um pouco mais tranquilo, para falar a verdade. Da minha equipe nos Estados Unidos, apenas a Rebecca Soni teve o desempenho esperado.
L!NET: Depois do Mundial você chegou a conversar com o Dave Salo, para entender o que aconteceu. E de alguma forma isso ajudou na sua entrada no PRO 16?
TP: Teve a ver sim. Eu conversei com o Dave, mas durante a competição, e eu estava de cabeça quente. Não conseguimos sentar e conversar. Eu falei para ele que estava com vontade de ficar no Brasil até o Pan, e aí surgiu a oportunidade de treinar com o Cesar (Cielo). O Dave entendeu e me disse para treinar no Brasil, e que depois voltasse para os Estados Unidos. Hoje, fazendo parte do PRO 16 fez as coisas ficarem diferentes. No Pan, havia um grupo inteiro junto, e ajuda muito na competição. A natação é um esporte solitário, no qual é preciso resolver tudo por si, e resolver outras coisas fora da piscina prejudica. Em Guadalajara, o Albertinho resolvia tudo. Entrevistas, tudo, passava por ele e ele dava mastigado para nós. Em Londres deve ocorrer a mesma coisa: eu vou para o treinamento apenas com a equipe do Brasil, e serão duas semanas sem contato com o Dave, então vou manter um trabalho com o Albertinho de perto para lapidar essas duas semanas
.L!NET: Neste pouco tempo no PRO 16, o que você pôde perceber de mudança?
TP: A confiança deles está lá em cima. Achei a ideia super bacana. Posso dizer que, depois dos meses que passei com o PRO 16, que se trata de uma das melhores estruturas de treinamento do mundo. Temos dois técnicos, dois preparadores físicos, um médico, uma nutricionista e um fisioterapeuta para um grupo de seis atletas. Nós brincamos que se trata do único grupo que tem mais profissionais do que atletas. Todo dia tem alguém na borda da piscina me perguntando se está tudo tranquilo. Já fiz bateria de exames de sangue, de esforço, de tudo, para saber como o corpo reage. São esses fatores que fazem a diferença no grupo.
(continua)

Os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara chegam ao fim neste domingo. Apesar de muitas conquistas brasileiras, o destaque ficou por conta de um atleta que após a competição passou a ser detentor de um recorde invejável e projeta, com muito trabalho e dedicação, chegar ao ápice em Londres e colocar um ouro olímpico no seu currículo de conquistas.
Em entrevista a O Fluminense, o nadador Thiago Pereira, maior campeão brasileiro da história dos Pans, com 12 ouros, comentou sua participação no México e falou de suas metas para os Jogos Olímpicos.
Após essa maratona de provas na altitude, como você avalia a evolução dos seus treinamentos para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara?
O Pan-Americano foi uma competição diferente das demais, já que me desdobrei para defender o Brasil. Fiz o possível para nadar as oito provas, mesmo cansado e com altitude de mais de 1.500 metros. Confesso que doeu bastante, principalmente na última prova do costas. Não conseguia andar direto na saída da piscina. Fizemos uma aclimatação no Centro de Treinamento de La Loma, no México, que ajudou bastante. Altitude é ruim, mas é ruim pra todos.
Como você analisa seus resultados nos Jogos de Guadalajara? Esperava faturar mais ouros?
Repeti o resultado de 2007 e no Rio de Janeiro não tem altitude e contava também com o apoio dos torcedores. Foram quatro anos de evolução e é difícil dizer que poderia pegar mais ouros. A minha estratégia era ganhar medalhas e ajudar o Brasil.
Depois de se tornar o maior vencedor em Jogos Pan-Americanos, você já mira se tornar o maior medalhista nacional em Toronto-2015?
Terei 29 anos. Ainda é cedo pra falar em medalhas, já que a natação evolui. Mas, com as condições de treino de hoje e o apoio do Corinthians e dos meus patrocinadores, é possível. Aliás, tenho certeza que vou nadar em um bom nível.
No quesito estrutura e organização, como você avalia os Jogos de Guadalajara?
Tiveram algumas falhas no placar, ainda bem que não me afetaram nas minhas baterias. A estrutura foi parecida com a do Rio de Janeiro, mas nada que ainda dá para comparar com uma Olimpíada. Mesmo assim, o carinho do público foi fundamental. Pena que não tive tempo de conhecer Guadalajara.
Posteriormente a esse período sabático pós-competição, quando se iniciam os treinamentos visando os Jogos Olímpicos de Londres?
Eu já estou no ciclo olímpico. O Pan fez parte dele. Volto para os Estados Unidos e programei treinos com a turma do Cesão (Cesar Cielo) no PRO 2016 (Projeto Rumo ao Ouro 2016). É um grupo de treinos de alto rendimento que tenho orgulho de fazer parte.
Na preparação para as Olimpíadas, você terá alguma etapa especial ou intensiva, uma vez que o nível dos atletas nos Jogos Olímpicos tende a ser maior que no Pan?
Claro, por isso que nado nos Estados Unidos, já que por lá é possível nadar contra Michael Phelps, Ryan Lotche e outros caras de alto nível. No Brasil, temos estrutura especial e que não deixa nada a desejar, mas as competições são poucas.
Quais são as suas expectativas para as provas de medley em Londres-2012?
Entro para brigar pelo ouro nos 200m medley e a manutenção entre os cinco melhores do mundo nos 400m medley. Estou em finais olímpicas desde 2004 (Jogos Olímpicos de Atenas), e não vai ser diferente. Estou fazendo mais musculação para ganhar massa e, quem sabe, mais fôlego no final de prova.
Em uma possível reedição da final dos 200m medley de Pequim, ao estar perfilado ao lado dos americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e do húngaro László Czéh o que fazer para que aquele quarto lugar não atrapalhe no seu desempenho?
Não atrapalhou. Eu fiquei em quarto lugar. É um resultado invejável por muitos. Quem não sonha em fazer final olímpica? Eu treino para ganhar a Olimpíada.
Tendo em vista que o Brasil vai receber as Olimpíadas do Rio em 2016, você acredita que até os Jogos, ou antes disso, o País tenha uma estrutura compatível, para que atletas de ponta como você, o Cielo e outros, não tenham a necessidade de buscar essa preparação em outros países?
Claro. Fomos bem no Rio-2007 e o investimento do País nesse evento é importante. Olimpíada deixa legado para a cidade sede e aumenta o turismo. Eu não busco excelência apenas no exterior e sim competir com os caras mais frequentemente.

O maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos, com 12 de ouro, três de prata e três de bronze, o nadador Thiago Pereira (25), conversou com a CARAS Online e falou da alegria de retornar ao país com esse recorde. “É uma satisfação muito grande. Estou muito feliz com esse desempenho e por ter colocado novamente o Brasil no lugar mais alto do pódio. Foi difícil, doeu bastante e a altitude pesou. Mesmo assim, eu volto com a sensação de dever cumprido. Meu foco era todo no Pan e em conquistar o maior número de medalhas possíveis para o Brasil. Treinei para isso e a meta foi cumprida”, afirmou. Quando perguntado do apoio que recebe de César Cielo (24) e da sua relação com o outro nadador, ele respondeu.“Agora com o Projeto Rumo ao Ouro 2016 (programa idealizado por Cielo) estamos em contato quase sempre. O clima entre os nadadores brasileiros está bem bacana. Nossa relação é tranquila!”.
Fonte: Caras Online

Thiago Pereira, detentor do recorde brasileiro em medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos, com 12 medalhas, já está de volta ao Brasil, após as competições de Guadalajara. Nesta quarta (27), ele falou com exclusividade a equipe do R7 sobre seu desempenho no pan-americano e sobre as expectativas para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Como você avalia a performance da natação brasileira no Pan de Guadalajara?
Thiago Pereira - Acho que todo mundo nadou muito bem, não só de resultado, mas de tempo também. Fizemos um ótimo trabalho, foi um grande resultado da natação.
Antes dos Jogos você voltou ao Brasil e começou a treinar com César Cielo. Como foi esse encontro?
Pereira - Eu vim para cá (Brasil) logo depois do mundial, eu fiquei nos EUA direto de janeiro à julho. A gente [Thiago e Cielo] já tinha falado sobre treinar junto há alguns meses. Quando voltei para o Brasil acabei unindo o útil ao agradável, vim ficar perto dos amigos e das famílias e continuei treinando em alto nível, agora junto ao César Cielo.
Como foram esses meses de treinamento antes do Pan?
Pereira - Foi bem bacana esse tempo, nós treinamos muito aqui e nos dedicamos, principalmente, a uma coisa que a gente não fazia lá, que é a parte física. Tenho certeza que tudo que eu fiz neste ano contribuiu para meu bom desempenho nos Jogos de Guadalajara.
Você vai continuar treinando com Cielo?
Pereira - Eu devo ficar junto com eles, agora, mas vou dar uma equilibrada entre treinos aqui e nos Estados Unidos. Porque alguns aspectos do treinamento são mais interessantes aqui e outros lá. Mas estamos marcando outros treinos específicos juntos, como treino em altitude.
A natação do Brasil vai ter um desempenho nas Olimpíadas tão bom quanto teve no Pan?
Pereira - Olha, não podemos nos enganar. As Olímpiadas são mais difíceis que o pan-americano, são competidores de altíssimo nível, do mundo inteiro. Mas tenho certeza que todos os nadadores brasileiros estão se esforçando e treinando muito para conseguir trazer medalhas para o Brasil. A cada ciclo olímpico o Brasil revela novos atletas e a expectativa é grande, não só para o Londres 2012, mas também para o Rio 2016. Londres será um divisor de águas, porque aqueles que ainda estão aparecendo no esporte terão uma grande oportunidade de competir no Rio em 2016.
Fonte: R7
